Por Arison Jardim

Uma das primeiras pautas da Câmara de Meio Ambiente do 16° Fórum de Governadores da Amazônia Legal, o evento Amazon-Bonn, na Conferência das Partes da Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-23) na Alemanha, foi debatido na manhã desta quinta-feira, 26. O grupo de secretários realizou ajustes finais para este momento que apresenta o trabalho de desenvolvimento sustentável da região.

André Guimarães, diretor-presidente do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), que está contribuindo na organização do evento, explica que seis anos de emissões globais de gases do efeito estufa estão estocados na Amazônia, conforme estudo realizado recentemente pelo Instituto. “Isso mostra a importância desta região e motiva que possamos apresentar na, Alemanha, que a Amazônia tem uma unicidade”, afirma.

O debate aponta a construção de uma agenda de parceria dos governos brasileiro e alemão, aprofundando para as ações desenvolvidas na região amazônica. “Temos um conjunto de iniciativas dos estados da Amazônia que mostram um novo olhar para o desenvolvimento de forma sustentável”, afirmou Alberto Tavares, presidente da Companhia de Desenvolvimento de Serviços Ambientais do Acre (CDSA).

A Câmara teve participação do Senador Jorge Viana, presidente da Comissão Mista de Mudanças Climáticas. Ele aproveitou o momento para convidar os secretários para participarem de uma agenda dos parlamentares na COP e propôs que o grupo discuta os recentes cortes do governo Federal no orçamento do meio ambiente. “Nós, da Amazônia, conseguimos colocar em foco uma agenda verde de desenvolvimento. Ajudamos a mudar a visão do Brasil para o resto do mundo”, afirmou o senador ao apontar a importância da região estar unida na causa ambiental.

Os gestores seguem o debate nesta tarde e no fim constroem propostas para a Carta de Rio Branco. Edegard de Deus, titular do secretaria de Meio Ambiente do Acre (Sema), pontuou o tom do debate realizado pelo grupo: “A conservação e desenvolvimento sustentável das nossas floresta é a principal mensagem que a gente está levando para a COP 23. Estamos afirmando também que para isso acontecer, precisa-se de recursos financeiros, o que é um papel importante da iniciativa privada e de redes de fomento”.