Os secretários de Segurança fizeram um minuto de silêncio durante o 16º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, em Rio Branco, pela morte do comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar, coronel Luiz Gustavo Lima Teixeira, ocorrida nesta quinta-feira (26) no Rio de Janeiro.

O fórum, cuja edição é sediada na capital acreana nesta quinta, tem a participação de secretários da Amazônia Legal – Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins – e de outros estados brasileiros, incluindo Roberto Sá, gestor da pasta no Rio de Janeiro.

Secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Roberto Sá, participou da Câmara de Segurança (Gleilson Miranda/Secom-AC)

O comandante da PM morreu após o carro em que estava ser alvejado por tiros. Ele foi atingido na região do tórax, levado a uma unidade hospitalar, onde passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.

A reunião dos secretários no Acre tratou sobre as problemáticas envolvendo a segurança das fronteiras e o narcotráfico. Os temas vão ser ainda mais aprofundados na sexta-feira (27) no Encontro de Governadores do Brasil pela Segurança e Controle das Fronteiras – Narcotráfico, uma Emergência Nacional.

No evento, o secretário do Rio de Janeiro falou sobre as disputas territoriais vivenciadas pelo estado carioca que, no decorrer dos anos, tem causado o aumento da criminalidade. Segundo ele, em média, uma arma de fogo é apreendida por dia, na grande maioria das vezes durante situações em que o criminoso reage ao trabalho policial. A facilidade de acesso de armas pelas fronteiras acaba agravando o cenário.

“Temos uma lógica de disputas territoriais de forma bélica que não ocorreria se os criminosos não tivessem acessos a armas tão poderosas e facilidade de munições. Hoje, com a facilidade de acesso a essas armas há uma instabilidade em que as facções tentam aumentar as áreas de domínio e vendas. Aumentar qualquer tipo de fiscalização que impeça o criminoso de ter acesso a instrumentos do crime é muito bem-vindo à sociedade”, falou Sá.

Fórum

Para o secretário de Segurança do Acre, Emylson Farias, reunir secretários de todo o país deixa o debate muito mais forte e relevante. A Câmara de Segurança teve a participação de 15 gestores brasileiros da área, mas outros devem chegar ao Acre até a sexta, além de autoridades de outros países.