Um dos principais temas discutidos no 16º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, que ocorre em Rio Branco, no dia 26 deste mês, vai ser a organização do “Dia da Amazônia” na 23ª Conferência das Partes (COP 23) em Bonn, na Alemanha. O evento internacional está marcado de 6 a 17 de novembro.

O compromisso de haver uma data para divulgar a Amazônia no cenário mundial foi firmado pela Câmara Temática Meio Ambiente, composta por secretários da pasta, ainda no 15º Fórum, em 10 e 11 de agosto, na cidade de Cuiabá (MT). A Amazônia Legal é composta por Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

A programação, no dia 14 de novembro na COP 23, vai ser encabeçada pelos próprios governadores dos estados do bloco amazônico e será um espaço de articulação em defesa do desenvolvimento sustentável da floresta amazônica brasileira, sua biodiversidade, e ainda para mobilização de novos recursos de cooperação internacional, iniciativa privada e outros parceiros.

“O fórum vai fazer, junto com o Ministério do Meio Ambiente do Brasil e Alemanha, um dia de discussões na COP para tratar a importância de uma nova economia que valorize a floresta e que, ao mesmo tempo, traga qualidade de vida, prosperidade e modelo de desenvolvimento que não utilize o desmatamento”, explica a chefe da Casa Civil do Acre, Márcia Regina.

Preocupado com o aquecimento do planeta, o Acre é pioneiro no desenvolvimento sustentável e, por isso, tem sido destaque nos cenários nacional e internacional devido à implementação de políticas socioambientais que contribuem para a queda do desmatamento.

Dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) apontaram que, como resultado dessas políticas públicas, o estado acreano alcançou a diminuição de 32% no desmatamento de agosto de 2016 a julho de 2017, em comparação com o período anterior (2015/2016). No geral, a Amazônia reduziu 21% de desmate.

Na COP 21, ocorrida em 2015 na França, o Acre recebeu o certificado de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal com Benefícios Socioambientais (REDD+SES), o primeiro do mundo concedido a um programa subnacional. Ainda na ocasião, o Acre assumiu o compromisso de zerar o desmatamento ilegal até o ano de 2020, assinando o pacto com o Ministério do Meio Ambiente.

“O Acre é uma grande referência em tudo o que estamos construindo, desde ter uma indústria ligada à piscicultura e suinocultura, que são atividades de baixo carbono, até atividades que valorizam a floresta, como o manejo comunitário e madeireiro. Além de atividades com açaí, frutíferas, e castanha”, complementa Márcia Regina.